“...Quando as mãos afrouxarem e o
abraço estiver se partido, eu espero, pelo menos um pouco, poder guardar em mim
aquele breve momento em que o calor das nossas mãos não fosse só encenação.
Quero marcar em mim. Essa sensação que é estar em paz. Nos braços de alguém.
Dentro de alguém.
Quero que todas as paredes do meu
coração sejam pintadas nos tons dessa verdade... E que cada parte de mim seja
decorada com cada sorriso teu. Canto à canto, quero poder ver a imensidão dos
teus olhos, que brilharem como dois faróis incandescentes e trazem luz a um
pobre coração que viveu na escuridão por muito tempo.
Mais que o teu falar, eu quero
sentir a brisa que é o teu aroma, doce fragrância de baunilha e lavanda, que me
invade e me refaz todas as vezes que eu sinto.
Eu quero poder te guardar, te
tomar e te dizer que cada parte minha te pertence, hoje e sempre...”
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