quinta-feira, 10 de março de 2016

Ausência.
Daquilo que não vivi.
Daquilo que não disse.
Daquilo que não pude sentir.

Ausência.
Das pessoas.
Dos sentimentos.
Das verdades.

Ausência.
Detestável ausência.
Porque insistes em doer, já que a tua ferida cicatrizou?
Porque tortura-me assim?
Porque disparar contra o meu peito duzias de sentimentos passados?
Porque me cortar com tantas decepções?
Porque resolveu  pôr-se de novo em cartaz?
Será mais um teste que eu deva passar?

Estou agarrado as braços de Cristo.
E tendo a certeza disso,
pretendo vencer-te
e dizer te
só mais essa vez
que a tua presença não é necessária mais.

O vazio que carregava, já foi preenchido.



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