Sinto saudades.
Das palavras, rimas, textos e rascunhos mal feitos.
Das varias sensações que sentia quando tocava um lápis e pensava em desaguar-me.
Sinto saudades de transferir tudo aquilo que toma-me sono, para uma folha de papel.
Sinto, e sinto tanto, que as vezes a angustia toma forma de inspiração e me leva a criar tantas outras historias que me assombram.
Sinto, e sinto tanto que de repente penso em tudo que já escrevi, e vejo que tudo aquilo era mais do simples impressionalismo. Era pura liberdade. Liberdade do tipo, que envolvia-me de tal jeito, que não importa o clima, estava sempre comigo.
Sinto, e sinto tanto, que de vez em quando ainda tento escrever novamente, mas nada é como antes. Se ontem era descobridor, agora sou desbravador. O mero sentimentalismo parece ter se diluído com o passar dos anos.
E ainda que eu repita, minhas falhas tentativas em retomar o dom. Sinto que algo mudou dentro de mim, não sei o que ao certo, mas sei que mudou de tal forma, que talvez seja necessário encontrar outros caminhos para rabiscar-me.
Talvez a poesia já não me pertença mais.
Talvez o sentimentalismo tenha se esgotado.
Talvez o neologismo não combine mais comigo.
Talvez...
Talvez, eu precise parar de pensar.
E logo começar a escrever.
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