terça-feira, 3 de setembro de 2013

Confissões de um lobo com desejo de ser cordeiro.

Pai, perdoa-me pai, mesmo coberto por tuas forças eu tropecei, tropecei por que quis e por fazer isso me dei conta que ainda não sou confiável, que assim como um lobo com pele de cordeiro eu sou, mas mesmo reconhecendo minha natureza, senhor, dai-me a chance de mudar, dai-me a chance de poder deixar de ser lobo e ser parte do teu rebanho. Senhor, as vezes não acredito em mim, sinto que não poderei conseguir, mas eu me lembro do que tua palavra diz, que nada é para sempre, somente tu és. Senhor, por sentir na tua palavra confiança, eu me lanço no abismo do amanhã, sem medo, sem choro, sem temor algum, prefiro estar morto a ter que fazer o que fiz. Maior que a dor das feridas é dor de fazer o mal. Se existe alma em mim, sinto que ela está se fragmentando pouco a pouco pelo mal que me corroí, mas confiando em ti estou, e isso é o que me faz ficar e lutar, se existe salvação e renascimento, só em ti encontrarei!
Mesmo que a noite me ofereça abrigo nas estrelas e mesmo que o dia me dê todo seu brilho, eu sempre te escolherei, não importa beleza, riqueza, força ou até mesmo os meus maiores sonhos, contigo tenho força e disso não abro mão, contigo eu sinto ser feliz e disso não quero me desapegar, contigo eu tenho paz e disso não quero me livrar jamais. Ao teu lado sou filho teu, príncipe do mundo e do paraíso, humano na forma mais infinita.

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