Doce loucura, que devagar chega e de mim faz refugio, se apodera do meu peito coma maior ousadia e faz como as andorinhas que de repente criam um ninho no meu peito. Barro é pros fracos, paus e pedras são para os que não tem coragem, casa de verdade é feita de sentimentos eternos e benignos. Pobre coração, de tão puro e apaixonado, abre as portas da vila torácica e faz de conta que tem espaço no peito, e engole o próprio batimento pra abrigar a quem necessita.
Tempo passa, corre como maratonista e a loucura cresce. Mal percebo eu que de repente a loucura voou, feito andorinha que no meu peito fez morada.
Ouve-se o canto das andorinhas, pequenas e insinuosas, que pouco a pouco vão sumindo no horizonte e entrando em um infinito só seu, aonde a sobrevivência é opção e o canto obrigação. Passa o vento e com ele amarrado a correntezas se vão as andorinhas do meu peito, alimentadas com amor e carinho, banhadas em saudade e melancolia. Eis que vão para algum lugar, muito distante, além do outono e do inverno, lugar de sol qualquer, morada pra quem quer amar, morada pra quem quer saber o que fazer da vida.
Distante. Lugar que do meu peito não dá pra ver. Lugar que fica escondido no finito do mundo e no infinito das galáxias. Lugar, apenas um lugar, perdido no desconhecido, sentenciado a ser teu e meu, lugar, paraíso escondido reservado pra nós dois.
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